Olá.
Já faz alguns anos que eu tinha abandonado este blog. Na época eu não tinha comprometimento em expressar em palavras minhas opiniões e este blog era mais um passa tempo quando me achava entediado com minha rotina. Mudaram exponencialmente minhas convicções e hoje me vejo mais maduro e evoluído como indivíduo. Aprendi a lidar com minha singularidade existencial com mais racionalidade e menos passionalidade, porém as dúvidas não sumiram e estão mais objetivas pra alguns assuntos. Muitas dúvidas que tinha ainda permanecem sem respostas, mas o prisma pelo qual as observo hoje as tornou menos deprimentes e influentes em mim. Algumas dúvidas insistem em não serem respondidas de forma satisfatória e outras respondidas germinam mais dúvidas em contextos ramificados.
Existi por alguns anos e vivi em outros. Existi quando a necessidade de auto afirmação me tornaram escravo de uma moral da qual deliberadamente me subjuguei e aniquilei minha subjetividade em prol de uma causa que imputei justiça. Vivi quando me libertei das amarras da moralidade e passei a desfrutar do meu intento pela vida livre em mente sadia. Percebo o existir como o oposto de viver. Não vou me aprofundar muito em conceitos filosóficos para não ficar massante mas me vejo na obrigação de explanar essa percepção mesmo que genericamente. Concordar ou não é justo.
Existir e não vive; viver sem apenas existir, isto é mais simples de se praticar do que tentar explicar em conceito, mesmo assim permanece complexo em assimilação consciente. O existir é o simples fato de estar vivo sem reconhecer a singularidade do ser; sem assumir os próprios ideais, ignorando ou reprimindo a existência em prol de aceitação, adaptação, auto afirmação, dependência emocional e adjacentes. O campo de doutrinação moral é vasto e muito sútil, nem sempre impositivo e repressivo.
Viver é o polo oposto ao existir. Viver é a expressão irrepreensível da subjetividade singular individual. Viver é mais que fazer parte de um conceito massificado do correto, mas praticar o que lhe parece mais aprazível e justo. Viver é liberdade contraditória a moral repressiva. Viver é não ter medo de expressar-se em palavras e atos. É não se ignorar a opinião da massa e suas acusações. Viver é liberdade e pode ser imoral. Porque a massificação do justo e correto não é subjetivo a mim a menos que eu busque enquadramento deliberado. Viver nem sempre é ser aceito, mas aceitar-se mesmo quando lhe travestem de abjeto pecador.
A amplitude desde conceito é vasto mas aqui fica, genericamente, uma indução ao raciocínio de quem ler estas palavras.
Viva sua singularidade, não reprima quem você é!